O DUELO

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    FICHA TÉCNICA
    Autor: Anton Tchékhov
    Realização: Mundana Companhia
    Tradução: Klara Guriánova
    Adaptação: Aury Porto e Vadim Nikitin
    Colaboração na adaptação: Camila Pitanga
    Direção: Georgette Fadel
    Assistente de Direção: Diego Moschkovich
    Direção de Arte/Cenografia: Laura Vinci
    Assistente de Cenografia: Marília Teixeira
    Iluminação: Guilherme Bonfanti
    Assistente de Iluminação/Operação de Luz: Rafael Souza Lopes
    Figurinos: Diogo Costa
    Figurinista Assistente: Dami Cruz
    Assistentes de Figurino: Tarsila Furtado e Anna Diniz
    Direção Musical: Otávio Ortega e Lucas Santtana
    Direção de Cena: Rafael Matede
    Contraregra: Renato Banti
    Camareiro: Rogerio Romualdo Pinto
    Idealização do Projeto: Aury Porto
    Produção: Bia Fonseca
    Assistente de Produção: Mariana Machado
    Escultura Inflável: Franklin Cassaro
    Fotos de divulgação: Juliana Munhoz e Leonardo Maestrelli
    Estilistas Convidados: Alexandre Herchcovitch, Paula Pinto,
    Lino Vilaventura: vestido aniversário de Káthia (Camila Pitanga), figurino julgamento de Mária (Carol Badra)

    Patrocínio: Petrobras Distribuidora

    ELENCO
    Aury Porto
    Camila Pitanga
    Carol Badra
    Fredy Allan
    Guilherme Calzavara
    Mariano Mattos Martins
    Otávio Ortega
    Pascoal da Conceição
    Vanderlei Bernardino

    Duração: 3h20 de duração e 20 min de intervalo
    Classificação indicativa: 12 anos

O magistral escritor russo Antón Tchékhov (1860-1904) consagrou-se como contista e dramaturgo, mas foi também notável novelista. Pérola dessa vertente é O duelo (1891), narrativa que tematiza a desavença entre duas hombridades e duas ideologias em meio a supostas civilização e barbárie, ou seja, o conflito entre duplos díspares mas complementares. Rússia versus Cáucaso, humanismo versus determinismo.

Laiévski é um funcionário público médio da Rússia tsarista de meados do século XIX – transição cruenta entre os reinados de Nicolai I e Alexandre II –, que fugiu para o Cáucaso em concubinato com Nadiejda (nome que em russo significa “esperança”), sua amante. Nadiejda traiu e largou o marido em São Petersburgo para amancebar-se com Laiévski. Passados dois anos de idílio caucasiano, Laiévski enfastia-se de Nadiejda, passa a beber, a jogar e a negligenciar o seu trabalho provinciano, desejando desesperadamente voltar ao norte, ao mundo petersburguens e, ao frio anuviado da alta cultura russa, longe de turcos e armênios. Devoram-no, porém, a dor de consciência por abandonar ao deus-dará a amante e as dívidas que contraiu ao longo da sua estada no Cáucaso. Nadiejda, por sua vez, foi incorporando aos poucos esse lado mais asiático da Rússia, feliz como um sol: entre crises esporádicas de malária, ela cultiva secretamente o prazer de ser cortejada por todo o povoado, ao mesmo tempo em que sente ser o grande escândalo e a fofoca do momento por ter traído o marido a céu aberto.

Von Koren, darwinista contumaz, teima em divulgar alto e bom som uma tese-anedota cruel sobre a melancolia ociosa de Laiévski. Para o zoólogo, que visita o mar Negro de tempos em tempos pesquisando “a embriologia das medusas”, o funcionário concubinado merecia a pena de morte, por ser, em resumo, um “homem inútil”. Exterminar Laiévski, segundo Von Koren, seria um bem necessário ao aperfeiçoamento da espécie humana.

A situação do casal se agrava quando Laiévski recebe a notícia de que o marido de Nadiejda morreu.
Isso tudo e muito mais sob o calor quase alucinógeno do litoral do lendário mar Negro.