AUSÊNCIA

  1. Concepção, direção e dramaturgia André Curti e Artur Ribeiro

    19/MAR
    às 20h


    ENTRADA FRANCA

    Os ingressos são distribuídos com 30 min de antecedência.

    ITAÚ CULTURAL
    Av. Paulista, 149 | Infos (11) 2168-1777
    Intérpretes de libras em todas as sessões.

    FICHA TÉCNICA
    Dramaturgia, direção e concepção – André Curti e Artur Ribeiro
    Música original – Fernando Mota
    Acessórios, peruca e maquiagem – Maria Adélia
    Cenografia – Fernando Mello da Costa
    Iluminação – PH e Artur Ribeiro
    Figurinos – Ticiana Passos
    Preparação corporal – Artur Ribeiro
    Design gráfico – Roberta Freitas e Natália Quinderé
    Fotos – Renato Mangolin
    Cenotécnica – Dodô Giovanetti
    Acompanhamento fisioterapêutico – Nubia Barbosa
    Pintura de texturas – Ana Paula Cardoso
    Assistência de acessórios – Álvaro Mendeburu
    Assistência de pintura e texturas – Clara Feijó
    Operação de luz – PH
    Operação de som – Luciano Siqueira
    Contrarregra – Jesse Natan
    Produção executiva – Augusto Oliveira
    Direção de produção na França – Nathalie Redant
    Direção de produção no Brasil – Sérgio Saboya

    ELENCO
    Luis Melo

    Duração: 50 minutos
    Classificação: 14 anos

Uma Nova York futurista, um mundo em meio ao caos da falta de água e energia elétrica, um colapso que afeta todos os seres humanos e um homem que vive no alto de uma torre da metrópole. Esse é o clima que permeia a poesia do espetáculo Ausência, solo de teatro gestual da companhia franco-brasileira Dos à Deux, dos diretores André Curti e Artur Ribeiro, com o ator Luis Melo.

A ausência referida no título é um elemento crucial da peça, que coloca em pauta a solidão no mundo moderno, o homem frente a uma existência limite. O protagonista descobre-se arrebatado pela ausência total – de humanidade, de coragem e de vida.
Transitando entre a crueldade, a ternura e a insanidade, o homem sobrevive à base da assustadora ração de apenas uma gota d’água por dia, enfrentando constantemente a solidão, a escassez e o enclausuramento, em uma linha tênue entre a sanidade e a loucura. Sua única companhia nesse ambiente hostil e sem esperanças é seu peixe vermelho, imerso na água de seu aquário redondo.

Recluso em seu mundo particular e incapaz de enfrentar o horror tóxico e irrespirável das ruas, o protagonista se vê diante de um grande dilema ético e existencial: matar ou não seu único objeto de afeto para beber da água do aquário.

O espetáculo passou por Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, e foi também apresentado, na França, em Paris, Bayonne, Elancourt e Aubergenville.