AUSÊNCIA

  1. Concepção, direção e dramaturgia: André Curti e Artur Luanda Ribeiro

    24 a 26/ABR – RIO DE JANEIRO às 19h
    TEATRO DULCINA

    29 e 30/ABR – CAMPINAS às 21h
    TEATRO AMIL

    FICHA TÉCNICA
    Um espetáculo da Cia Dos à Deux
    Dramaturgia, direção e concepção – André Curti e Artur Luanda Ribeiro
    Música original – Fernando Mota
    Acessórios, peruca e maquiagem – Maria Adélia
    Cenografia – Fernando Mello da Costa
    Iluminação – PH e Artur Ribeiro
    Figurinos – Ticiana Passos
    Preparação corporal – Artur Luanda Ribeiro
    Design gráfico – Roberta Freitas e Natália Quinderé
    Fotos – Renato Mangolin
    Cenotécnico – Jessé Natan
    Acompanhamento fisioterapêutico – Nubia Barbosa
    Pintura de texturas – Ana Paula Cardoso
    Assistência de acessórios – Álvaro Mendeburu
    Assistência de pintura e texturas – Clara Feijó
    Operação de luz – PH e Willem Peçanha
    Operação de som – Luciano Siqueira
    Contrarregra – Jesse Natan
    Produção executiva – Márcio Brito Neto
    Equipe de produção – Alex Nunes, João Eizo, Letícia Verônica e Maria Albergaria
    Direção de produção na França – Nathalie Redant
    Direção de produção no Brasil – Sérgio Saboya

    ELENCO – Luis Melo

    Duração: 60 minutos
    Classificação: 14 anos

Uma Nova York futurista, um mundo em meio ao caos da falta de água e energia elétrica, um colapso que afeta todos os seres humanos e um homem que vive no alto de uma torre da metrópole. Esse é o clima que permeia a poesia do espetáculo Ausência, solo de teatro gestual da companhia franco-brasileira Dos à Deux, dos diretores André Curti e Artur Luanda Ribeiro, com o ator Luis Melo. A ausência referida no título é um elemento crucial da peça, que coloca em pauta a solidão no mundo moderno, o homem frente a uma existência limite. O protagonista descobre-se arrebatado pela ausência total – de humanidade, de coragem e de vida.

Transitando entre a crueldade, a ternura e a insanidade, o homem sobrevive à base da assustadora ração de apenas uma gota d’água por dia, enfrentando constantemente a solidão, a escassez e o enclausuramento, em uma linha tênue entre a sanidade e a loucura. Sua única companhia nesse ambiente hostil e sem esperanças é seu peixe vermelho, imerso na água de seu aquário redondo.

Recluso em seu mundo particular e incapaz de enfrentar o horror tóxico e irrespirável das ruas, o protagonista se vê diante de um grande dilema ético e existencial: matar ou não seu único objeto de afeto para beber da água do aquário.
O espetáculo passou por Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, e foi também apresentado, na França, em Paris, Bayonne, Elancourt e Aubergenville.